Da operação à estratégia: como o marketing B2B pode (e deve) ser um ativo de negócios

Durante muito tempo, o marketing B2B foi visto como uma função de apoio.
Um departamento que “dava forma” às ações comerciais: produzia materiais, organizava eventos, alimentava redes sociais.
Mas à medida que o mercado se tornou mais competitivo, digital e complexo, essa visão se mostrou insuficiente — e, em muitos casos, limitante.

Hoje, as empresas que crescem são aquelas que transformam o marketing em parte da estratégia central do negócio.
Não como uma área que executa, mas como uma inteligência que pensa junto, que conecta propósito, percepção e resultado.

Do fazer ao pensar: a virada de chave que diferencia marcas líderes

Fazer marketing é fácil.
Pensar marketing — com visão de negócio, método e propósito — é o que exige maturidade.

O marketing estratégico começa antes da campanha e vai além do post.
Ele nasce no diagnóstico de marca, na clareza sobre o posicionamento e no entendimento do que realmente move o cliente — e o mercado.

É o marketing que:

  • questiona antes de criar;

  • conecta a comunicação à cultura da empresa;

  • e mede sucesso não por likes, mas por impacto e transformação.

Quando isso acontece, o marketing deixa de ser custo e passa a ser ativo: um ativo que constrói valor, fortalece a reputação e impulsiona resultados comerciais.

O caso Prensa Jundiaí: da alma ao aço

Um exemplo vivo dessa virada de mentalidade é o projeto da Prensas Jundiaí, empresa com 75 anos de história e referência na indústria de prensas metálicas.

Quando fomos convidados para desenvolver a campanha institucional da marca, o ponto de partida não foi o produto — foi o propósito.
A pergunta central era: como traduzir um legado industrial em uma mensagem de futuro?

A resposta nasceu da essência da marca: “Transformar aço em futuro.”
Um conceito que uniu força, tecnologia e propósito, mostrando que por trás de cada máquina há uma história de inovação e confiança construída ao longo de gerações.

Essa visão norteou tudo: da linguagem visual à narrativa da campanha, da experiência do evento de 75 anos ao discurso corporativo.
O resultado foi uma marca fortalecida não apenas no mercado, mas na mente e no orgulho de seus colaboradores e parceiros.

Mais do que uma campanha comemorativa, foi um reposicionamento estratégico — um movimento de cultura, negócio e percepção.

Marketing estratégico é sobre coerência, não sobre volume

No marketing B2B, o excesso de ações muitas vezes mascara a falta de estratégia.
Não é sobre quantas publicações a marca faz, quantos eventos participa ou quantos leads gera.
É sobre o quanto cada movimento contribui para a visão maior de negócio.

Estratégia é coerência:

  • entre o que a marca promete e o que entrega,

  • entre o que comunica e o que o cliente experimenta,

  • entre a cultura interna e a imagem externa.

Empresas que entendem isso constroem consistência — e consistência é o que sustenta valor de marca a longo prazo.

Quando o marketing entra na mesa da estratégia, o jogo muda

A presença do marketing nas decisões de negócio muda a qualidade das escolhas.
Porque o marketing é o único olhar que enxerga o todo: o cliente, o mercado, o discurso e a experiência.

É ele quem traduz o propósito em narrativa, o produto em diferencial, e o relacionamento em reputação.
Quando incluído desde o planejamento estratégico, o marketing deixa de ser “executor” e se torna copiloto do crescimento.

O papel da Bordô nesse movimento

Na Bordô, acreditamos que o marketing só é verdadeiramente estratégico quando conecta essência, inteligência e resultado.
Nosso papel é ajudar marcas B2B a encontrarem essa coerência — transformando sua comunicação em ferramenta de negócio e sua presença em diferencial competitivo.

Projetos como o da Prensas Jundiaí, da Carrier Transicold e da LenelS2 mostram que estratégia e execução não são opostos: são partes do mesmo processo.
O sucesso nasce quando propósito e performance caminham juntos.

 

“O marketing deixa de ser custo quando passa a pensar o negócio junto.
É nesse ponto que ele se torna ativo — e ativo é tudo aquilo que gera valor duradouro.”

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